domingo, 4 de março de 2012

Elefantes e videogames não nascem em árvores.

-Olá, tudo bem? Como você se chama?
-Olá, estou ótimo. Sou Alex Leal.
-Hummm, o que você faz?
-Sou professor de jogos digitais na faculdade UDF.
-Jogos Digitais?... hummm...e o que você ensina nesse curso?
- A criar elefantes!

Como diz meu aluno Pablo Machado, "as pessoas pensam que jogos de videogame nascem em árvores". Não nascem. Existem profissionais que desenvolvem os jogos eletrônicos, essa é uma profissão promissora que possui um mercado em franca expansão.

O que se ensina num curso de jogos digitais? Arte, modelagem, animação, roteiro, programação, lógica, matemática, física, comunicação, gerenciamento de projetos e muito mais.

Produzir game é uma atividade muito completa, fazer personagens se mover pela tela e interagir com cenario é só o começo. Uma recente pesquisa americana queria saber onde estavam os 100 melhores programadores dos Estados Unidos, formados nas principais universidades americanas, a resposta foi que 70 deles estavam na indústria de games. Além de programadores, há grandes artistas nesse mercado, como o norte-americano Francisco Cortina, um mestre da modelagem.

O Brasil já possui mais de 40 millhões de usuários de videogames, sejam em consoles, como Playstation e Xbox, jogos web, mobiles e games portateis. Temos poucas produtoras de games brasileiras, ou seja, há um grande mercado para ser explorado.

Jogo brasiliero? O Brasil pode fazer bons games? Se perguntava a mesma coisa do cinema nacional há alguns anos. É hora de acabar com esse complexo de inferioridade que carregamos há longo tempo. Temos tecnologia de ponta, somos um país em desenvovimento e possuímos grandes nomes em qualquer área do pensamento humano. Será que só há vida inteligente fora do Brasil? Vamos nos valorizar e construir uma nova história.

Podemos e vamos fazer grandes jogos digitais. Eu mesmo já fiz um que teve mais de um milhão de jogadas, o Dilma Adventure. Vamos mudar a idéia de que só produtos de fora são bons. Vamos acreditar na industria nacional de videogames. A imprensa precisa colaborar, parar de falar que videogame só serve para espalhar a violência nos lares, isso é demente. Há grandes beneficios nos jogos digitais, aumento de concentração, desenvolvimento cognitivo, aumento da capacidade espacial e motora, aumento da criatividade e muito mais. Jogar videogame é saudável. O que se escreve por ai, na maioria das vezes, é causado pela falta de comprometimento de alguns jornalistas, que tem síndrome de papagaio, preferem repetir o que ouvem sem questionar. Além disso, talvez seja o medo da TV com a concorrência com os games, quanto mais se joga, menos se vê televisão.

Desejo que daqui há algum tempo meus interlocutores saibam o que se ensina num curso de jogos e também espero que entendam a piada do elefante com a imagem abaixo!


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